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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O planeta Terra sobreviverá, nós não!



Clair Patterson (1922-1995)


           Nós, seres humanos, merecemos vários troféus pela nossa persistência para eliminarmos problemas. Durante o pouco tempo que estamos na Terra, conseguimos realizar muitos feitos que, de fato, impressionam.

      A maioria deles, certamente, foi introduzida por pensadores de todos os pontos do globo. São cientistas, poetas, teólogos, filósofos e grandes artistas. Uma jornada magnífica, podemos dizer...

      Mas será que no século XXI, em médio prazo, teremos respostas para que bilhões de pessoas não morram de fome, de sede ou vítimas das turbulências climáticas que estão por vir com fúria? Saberemos compreender os reflexos do conhecimento construído no passado por essas mentalidades poderosas?

      O mundo deixa de ser surpreendente quando cai na areia movediça do caos político que, infelizmente, abrigam esfarrapados e inúteis ideias, retrógradas no contexto da evolução da vida; definitivamente, a camada mais predatória da nossa espécie ainda define os rumos das nações.

      Se fosse diferente, não assistiríamos passivos a degradação sucessiva das florestas e a acidificação dos oceanos provocada pelo aumento do dióxido de carbono (C0²) na atmosfera terrestre. O analfabetismo ecológico é crônico. Sua generalização não tem precedentes na nossa história.

      A alienação, o medo, as exaustivas manifestações pelas redes sociais e pelas ruas do país, são orquestradas e se amparam na massificação de interesses desconhecidos do grande público, quanto ao jogo dos donos do capital... Digam-se, banqueiros.

      Os novos mitos, da galera plastificada, não passam de alucinantes e entorpecidas falácias programadas por partidos políticos, que almejam o quê exatamente? Uma coisa, se me lembro bem, que já foi descrita por George Orwell (1903-1950), no seu livro “A Revolução dos Bichos”.

       Somos tão sonâmbulos sobre os processos históricos, biológicos, químicos, geológicos, matemáticos e econômicos, que esquecemos algumas ações que beneficiaram a humanidade. Certamente sem elas, os impactos negativos da biodiversidade planetária estariam muito pior, colaborando para a nossa extinção imediata.

        E uma pessoa fundamental para que estejamos sãos e salvos, capazes de usufruir o que a natureza nos proporciona no presente é Clair Patterson (1922-1995). Ele teve comprometimento, ética e, acima de tudo, competência argumentativa para derrubar os interesses perversos da indústria automobilística.

      Geoquímico, Patterson fez sua graduação no Grinnell College, Lowa. Recebeu seu Ph.D na Universidade de Chicago e toda sua vida profissional rolou no California Institute of Tecnology. Na década de cinquenta, o seu trabalho para calcular a idade da Terra com a comparação de medidas de meteoritos e minerais é a mais precisa até hoje encontrada, de aproximadamente de 4,5 bilhões.

       Na década de 60 ele colocou a indústria automobilística e a do petróleo de joelhos. Enfrentou cientistas, que apoiavam a ideia que o chumbo na atmosfera não trazia malefícios a saúde humana e um competente esquema de lobby industrial, mantido juridicamente por escritórios poderosos.

      Sua pesquisa durou décadas. Ele conseguiu provar a opinião pública e o governo dos Estados Unidos que estava certo. O chumbo, naquela época, foi vetado como um dos compostos na gasolina.

     Atualmente, a história se repete. De um lado há os cientistas que mostram um cenário completamente fragilizado. Não sejamos otimistas. O planeta Terra já perdeu 50% da sua biodiversidade marinha; do outro lado, outros cientista argumentam que estamos no caminho da prosperidade, e que tudo não passe de meras especulações de ambientalistas radicais. Será?

    Quem está com a razão? Bem... Basta olhar ao nosso redor e ver que a instabilidade no planeta tem gerado conflitos profundos; grande parte da nossa economia depende da água, de terras férteis para plantios e criação de animais. No Brasil, por exemplo, que seguiu a cartilha da produção da soja, com um olhar nesse dito progresso, o que se vê é a total eliminação de sistemas de vida, essenciais para o equilíbrio do meio ambiente.

   O planeta está no seu final? Não! Nós é que estamos. Ele pode ser recriar daqui a 10 milhões... 100 milhões... Nós não! Somos precários, limitados e dependemos dele para sobrevivermos. Ainda assim, os seres humanos tentam destruí-lo para satisfazer seus desejos materiais. Há alguma racionalidade nisto?