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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Sombras de uma realidade fragmentada







É impressionante ver como as pessoas se deixam levar por falsos conceitos ideológicos e, perversamente nas suas incoerências, nutrem uma fantasia por mitos duvidosos que estrangulam a essência de uma racionalidade compromissada com o bem estar social, ou por uma investigação intelectual mais apurada.

Nos últimos anos assistimos no Brasil à multiplicação de vozes acadêmicas que, entre outras bizarrices comportamentais, se rotulam de “esquerda”, e não abrem espaços, por exemplo, para aqueles que preferem o liberalismo clássico europeu. Que por sinal é uma minoria. Que o digam os leitores de Noberto Bobbio (1909-2004), um cânone da literatura jurídica, que dava ênfase a um estudo mais detalhado sobre filosofia política, para não cairmos nas armadilhas dos excessos construídos pelas ideologias.

O que acontece? Esse pequeno grupo, que tem o pé no liberalismo clássico europeu, é freqüentemente banido dos processos científicos, sem direito a verba de pesquisa. Por que simplesmente não comungam com as idéias daqueles que se intitulam donos de verdades “marxistas”.

A ironia dessa história é que muitos desses “especialistas”, do pensador prussiano, não compreendem com profundidade o que Karl Marx (1818-1883) escreveu de fato. São atores medíocres que não focam pela excelência científica e sim pelos seus belos salários. Afinal, eles prezam por um status quo intacto.     

A filósofa e economista marxista Rosa Luxemburgo (1871-1919), que também conhecia com profundidade as obras dos liberais Adam Smith (1723-1790), John Locke (1632-1704) e J.S Mill (1806-1873), tinha alertado sobre as falsas concepções dogmáticas de verdades doutrinárias. Segundo ela, isso anularia a igualdade argumentativa e a construção de uma civilização com maturidade intelectual suficiente, para sanar os problemas humanos. Em uma de suas máximas, Luxemburgo previa uma série de ritos estranhos ao dizer: “A liberdade apenas para os partidários do governo, apenas para os membros do partido, por muitos que sejam, não é liberdade. A liberdade é sempre a liberdade para os que pensam diferente”.

Ao longo dos anos vimos uma impositiva “evolução” estatal petista, por parte do magistério universitário, obrigando seus alunos a repetirem uma cartilha autoritária de “valores” que, nos seus enredos psíquicos, ajudam a produzir uma nação de zumbis. A sua maioria, já conectada por uma rede controlada pelo grande irmão (big brother), como profetizou o escritor e jornalista George Orwell (1903-1950), mergulha em um mundo sem singularidades. Crêem que a vida tem apenas um lado.      

Tanto é que a filósofa Marilena Chauí, por exemplo, uma engajada petista, com sua metralhadora verborrágica, insiste na tese que seremos engolidos por uma direita reacionária, incapaz de vislumbrar uma transformação profunda. Seus exageros, manias e tiques nervosos contra a classe média, que ela diz odiar, se transformou numa cacofonia conspiratória ao afirmar que o juiz Sérgio Moro foi treinado pelo Federal Bureau of Investigation (FBI) para desarticular o governo petista.

Como doutrinadora de verdades, e por seus estímulos aguçados por uma elite petista militante, Chauí é um modelo que prospecta falsos conceitos. E os seus discípulos zumbis adoram essa mentira. Mas será que a professora, no seu salto alto mental, se esquece que ela é cúmplice de uma engenhosa façanha estatal, que aniquilou completamente a lógica de uma gestão compromissada com o bem estar social?

A precariedade humana estabelecida pelo seu partido, o PT, desconfigurou completamente o sentido da ética política, ao por em prática um forjado mecanismo de “proteção” social de dependência paternalista e, principalmente, de ter esquematizado um plano econômico totalmente ilusório, alimentado por falsos conceitos apresentados por uma gente que insiste possuir o poder da verdade. Não passam de sombras que vislumbram realidades fragmentadas.