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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

COPASA, AGROTÓXICOS E O LIXO




A Copasa e muitas dúvidas

Hoje em Barbacena nós temos questões ambientais muito sérias e tratadas com descaso. Uma delas se refere à Copasa. E eu não estou discutindo aqui se ela tem que ficar ou sair da cidade. A questão é que a Copasa veio para cá, tendo com uma das promessas construir uma moderna Estação de Tratamento de Esgoto, com capacidade para todo o esgoto dos 20 bairros onde ela atua. Três anos já se passaram e até hoje nada.

Hoje a Copasa praticamente tem o controle de toda a água de Minas Gerais. E eu pergunto aqui, esta empresa fez alguma coisa pra proteger as nascentes aqui da nossa cidade, ou dos outros municípios onde atua? Ela faz sistematicamente um trabalho de conscientização das populações ribeirinhas ou dentro das escolas municipais da cidade? Sinceramente, eu não vejo nada disso nem em Barbacena, nem em Antônio Carlos, ou Santos Dumont, por exemplo.

Agrotóxico um problema ambiental
Outro ponto alarmante na nossa região é o uso indiscriminado de agrotóxicos nas nossas plantações. O excesso de agrotóxico deixou de ser há muito tempo um problema de conscientização do uso e de armazenamento e passou a ser considerado um sério problema de saúde pública. Um estudo feito em 2008, aponta as cidade de Carandaí e Barbacena foram as cidades que registraram os maiores índices de intoxicação nos trabalhadores rurais de todo o Brasil. Isto é muito grave pra nossa região! Existem ainda estudos que comprovam que o índice de suicídios aqui na nossa região, tem aumentado, e está diretamente ligado ao uso de agrotóxicos. Minas Gerais é hoje um dos estados que mais consome agrotóxicos.

O lixo nosso de cada dia
Outro problema gravíssimo que Barbacena enfrenta é quanto a destinação do nosso lixo. Temos hoje aqui o chamado Aterro Controlado, que não é nada menos do que um tipo de lixão reformado. Um aterro controlado até torna o local de destinação de resíduos um empreendimento adequado à legislação, porém, continua sendo inadequado do ponto de vista ambiental, já que contamina o solo e o lençol freático. Esse tipo de aterro não pratica medidas para combate à poluição, uma vez que não recebe camada impermeabilizante ideal antes de depositar o lixo, também não trata integralmente o chorume e os gases que emanam da decomposição do lixo. Precisamos de fazer valer a legislação, para que ela puna realmente os assassinos da natureza.

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