quinta-feira, 23 de novembro de 2017
segunda-feira, 5 de junho de 2017
Chauvinismo petista
A revista Piauí, deste mês, edição 129, ganha no projeto gráfico. Mas, infelizmente, deixa a desejar no conteúdo textual e pelo erro grosseiro de repetir algumas páginas, sobre o mesmo assunto, exatamente no artigo "Vivi na pele o que aprendi nos livros", do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) que, sinceramente, se torna interessante apenas no aspecto biográfico. Somente isso!
Há muita maquiagem nas questões apresentadas por ele, que tem uma carga ideológica excessiva e parcial sobre os fatos ocorridos no país nas últimas décadas. Eu só me animei a continuar a ler a revista quando Haddad faz referência a Raymundo Faoro (1925-2003), o grande mentor intelectual de Luiz Inácio Lula da Silva, na sua primeira vitória como presidente da república; já os acadêmicos Paulo Delgado e Luiz Dulci, que se diziam conselheiros nas questões históricas e literárias, eram peças decorativas. Até hoje não sei o que os dois fizeram de concreto na vida pública.
Voltando na primeira eleição, vivíamos num mundo aparentemente "ingênuo". E para os 61,27% do eleitorado, que acreditavam na mensagem do ex-líder sindical, inspiradas nos nobres ideais do jurista, historiador e escritor Faoro, tendo Duda Mendonça como força empírica das teorias formuladas pelo professor, o país presenciava uma "graça" cívica.
Era um eleitor que pulsava, frenético, a favor de uma grande transformação social; tardiamente, a sociedade brasileira foi informada que tudo não passava de simulacros, de cópias fascistas mal feitas, que mantinham sua engrenagem em distorcidas concepções políticas (formadas pela ganância e mesquinharia), a favor de interesses menores, lançando o país em uma complexa crise, sem precedentes na sua história política. Mas, mesmo com as provas que mancham a sua biografia, Lula continua sua saga ao lado de uma "multidão" de seguidores.
Precisamos ter muita calma nesta fase antropocena. Ainda somos limitados sobre tudo. E isso nos ajuda a pensar sobre o grau de estupidez produzido pelo estamento burocrático, do seu patronato, desde dos tempos da colônia, e que vigoram no presente com outra roupagem (pós-moderna?).
Por ser um entusiasta da obra de Faoro e, principalmente, por tê-lo como referência como uma das mentes mais poderosas da intelectualidade brasileira, ignorada pelos inteligentinhos do MEC, e completamente desconhecido pela maioria do povo brasileiro, aproveitei as lembranças do ex-ministro da educação para refletir sobre o vagaroso caminhar da nossa república. Se o sábio pensador estivesse entre nós, com certeza daria fortes puxões de orelha no ex-líder sindical, tanto pela sua falta de visão de mundo, no sentido conceitual, e pelos erros por não ter estabelecido eficiência na gestão pública e ética na conduta política.
É bom lembrar que a primeira pessoa que Lula visitou no dia 27 de outubro de 2002, depois de conquistar as urnas, foi Raymundo Faoro. Houve naquele momento a grandeza simbólica do discípulo em agradecer ao mestre, pelos momentos gratificantes de conhecimento. Lula assume no dia 1º de janeiro de 2003, mas o velho amigo morre no dia 15 de maio do mesmo ano, deixando o seu presidente, originado das classes populares, refém das incongruências do ego.
Imagino que Faoro, nas suas conversas reservadas com Lula, tenha comentado sobre Rosa Luxemburgo (1871-1919), Lenin (1870-1924), Adam Smith (1723-1790) e outros pensadores, com o objetivo de aprimorar a mente do futuro "estadista". Pelo que se nota, o ex-presidente destratou sem qualquer gentileza histórica as bibliografias apresentadas pelo amigo professor, e construiu uma realidade estranha e desconexa com as demandas do século 21, e Fernando Haddad não cita no seu artigo esses fatos. Por quê? Seria isso o resultado de um insano chauvinismo petista?
quinta-feira, 25 de maio de 2017
O que a JBS faz e a mídia não publica
Com a entrada de Michel Temer no poder o Brasil se torna um dos países mais deficientes na questão ambiental; esta estupida insensatez, sem uma percepção inteligente sobre o futuro, desmorona alguns "avanços" ambientais.
As instituições estão completamente ultrapassadas e não percebem, ou não querem saber, o que realmente precisa ser feito. O que importa é a manutenção de um falso e irrelevante status quo.
Os economistas, os políticos, a mídia e os marqueteiros, são definitivamente limitados para planejarem sistemas eficazes de preservação, e na construção de uma pedagogia transformadora.
Grande parte dos documentários e matérias jornalísticas publicadas sobre ecologia é tendenciosa, e não se aprofunda nas verdadeiras questões ecológicas; uma delas, por exemplo, é a devastação dos rios e oceanos, causada pelo excesso de nitrogênio na água vinda da agropecuária.
A operação carne fraca, deflagrada recentemente, é insatisfeitissimamente menor com a que ocorre através da produção animal e seus impactos negativos nos ecossistemas. Resultado: estamos na vias de uma grande extinção de espécies, o que compromete a nossa vida no planeta, até mesmo dos macrobióticos que não comem carne.
Enquanto a maioria dos brasileiros está perplexa com a corrupção que envolve JBS e as delações dos seus proprietários, colocando todo o sistema político em "colapso", ninguém questiona como funciona a produção agropecuária no país e as suas consequências.
Obviamente esse silêncio durará muito tempo. E os poderes constituídos fazem vista grossa. Em breve, como caminham as coisas, essa crise será maior e perturbadora, mesmo com eleições diretas ou indiretas. Os vícios são os mesmos.
O Congresso Nacional continuará refém desse capital (que gera bilhões) por muito tempo. A mídia, convencional ou "alternativa", é cega e não tem vontade alguma de publicar algo que coloque em risco esse mercado. O medo é enorme. Ainda vivemos em mundo extremamente feudal, num país repleto de falsos ambientalistas.
quarta-feira, 24 de maio de 2017
Hipocrisia petista e tucana
PT e PSDB são criações de uma engenhosa concepção gramsciana, aplicada fielmente por Fernando Henrique Cardoso, um dos maiores especialistas do autor italiano, na manutenção do poder através de dois partidos. As demais siglas são coadjuvantes, de um projeto que vai além do raciocínio comum.
Doutor em ciências sociais, o ex-presidente tucano, "mentor" da ascensão de Lula no establishment elitista acadêmico (década de 70), mais uma vez entra em cena, juntamente com o ex-presidente petista, para influir no processo "sucessório', diga-se eleição direta. Pura piada.
Mesmo que uns abestalhados, hipócritas e cretinos pesquisadores brasileiros chapa branca, cujos títulos não honram um merecido prêmio Nobel, digam que o conceito de hegemonia cultural criado por Antonio Gramsci (1891-1937) não visa o poder pela força e sim por uma ampla articulação social, o que se vê não é um processo democrático de fato, e sim a manipulação dos meios (mídia, mercado) para a permanência de um grupo completamente fora do tempo, que mantém um paternalismo estatal, conveniente apenas a um grupo restrito de sonegadores de impostos e por jagunços marqueteiros.
terça-feira, 23 de maio de 2017
Picaretagem intelectual
A picaretagem da USP e seus adestrados intelectuais acadêmicos não conseguiu criar, até hoje, mentes livres e críticas na área da filosofia.
Pelo contrário, só programou "excentricidades" elitistas, sem qualquer relação com um pensamento filosófico sério. Tanto é que não existe gerações, com mentalidades poderosas, capazes de pensar por si mesmas. Todos são doutrinados a servir. Mas servir a quem?
E a "professora" Marilena Chaui, por exemplo, a estrela dessas relações estreitas e provincianas, alimentou por muitos anos uma imagem de grande "guru". Seus artigos, suas falas e suas aparições em público, são desconectadas da realidade, pois ela prefere exatamente a via de um lado só, e presta um desserviço na produção intelectual do pais. Esses são os nossos inteligentinhos acadêmicos.
E ela ainda se intitula especialista da obra de Baruch de Espinoza (1632-1677). Um filósofo que tinha dúvidas sobre tudo, até mesmo da própria sombra.
E ela ainda se intitula especialista da obra de Baruch de Espinoza (1632-1677). Um filósofo que tinha dúvidas sobre tudo, até mesmo da própria sombra.
Falso mito
O processo sócio construtivista aplicado no Brasil, a partir da década de 60, criou um analfabetismo político e funcional completamente alienante (principalmente dentro das redações e no mundo acadêmico).
Estabelecido como única via de desenvolvimento, várias gerações perderam tempo e não chegaram a lugar nenhum. Tanto é que vivemos, novamente, numa perplexa realidade que, sejamos sinceros, coloca em risco a vida nacional: segurança alimentar, pesquisas científicas, qualidade na educação fundamental e empregos.
Fartos conceitos gramscianos foram assimilados como certos. O tempo passou e surgiram falsos líderes, sem qualquer raciocínio lógico, ou conhecimento, sobre o funcionamento do mundo. O que vemos no presente é exatamente o resultado dessa ignorância de ideias.
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Selfs e imposturas políticas
O Homo Sapiens, derivado da expressão “Homem Sábio”, perde
sua importância como uma das espécies mais criativas da natureza, provando sua
genética inversa na escala da evolução, e se lança nas distorções da irracionalidade
e da barganha. O trambique, o roubo, a ganância, o ódio, a inveja, a destruição
ambiental e a perda das funções simbólicas, são doenças que inibem os valores
estéticos dos movimentos humanistas.
Mas como chegamos a isso? Uma pergunta complexa que necessita
de uma resposta simples. A ausência de cognição dos poderes constituídos com os
interesses da sociedade é extremamente catastrófica. Nota-se uma profunda
letargia dos representantes do povo e da mídia convencional, para melhorar as
dinâmicas do sistema que pulse a favor de um mundo mais vigorante e, sobretudo,
antenado com as produções científicas voltadas ao bem estar social. De quem é a
culpa?
O cineasta italiano Federico Fellini (1920-1993) dizia que a
política se tornou uma invenção constante da realidade, de mutações canhestras
e deformadas, que continuará a dar suas bofetadas e a insultar o povo que, cego
e frágil, ainda beijaria os pés de falsos mitos. E isso não acontece no Brasil?
Mais que um declínio moral e ético, assistimos a completa destruição do
interacionismo simbólico positivo que, forçado a dar lugar para a velhacaria da
barbárie das imagens negativas, anula as possibilidades de ação do estado de
direito.
No atual cenário, o interacionismo simbólico foi eliminado e
em seu lugar se configura aberrações criadas por um macho demoníaco, que se
conecta com as perversões de fascistas e de nazistas; historicamente, e isso
não podemos perder de vista, a mecânica do horror não terminou com a morte de Adolf Hitler (1889-1945) e de Benito Mussolini (1883-1945). Há outros selfs em cena. Necessitamos com urgência
de ter um raciocínio epistemológico mais biológico, e menos mecânico.
Mas onde estão as instituições para questionar
as entranhas do poder? Não estou falando em prisões, asilos, escolas, hospitais
e escritórios do governo, mas me refiro à linguagem e as práticas culturais,
que tem seus representantes nas camadas populares. Exemplos práticos é que não
faltam. Um deles foi o reverendo Martin Luther King (1929-1969). Em um momento
tenso da história dos negros americanos, ele sabia fazer bom uso dos símbolos
ao criar inflexões, que contextualizavam com estruturas micro sociais
avançadas, que marcaram uma época.
Quando o filósofo pragmatista G.H. Mead
(1883-1931) influenciou o desenvolvimento do interacionismo simbólico, através
da Universidade de Chicago, no início do século XX, procurava abordar processos
de linguagem que confluiriam a favor dos que estavam à margem da Lei. Do campo
da teoria a sua aplicabilidade empírica, os resultados foram excepcionais na
área do direito da mulher e das crianças excluídas do jogo “capitalista”.
As imposturas políticas vistas nos últimos anos
no Brasil, dada à dimensão de sua catástrofe, tiraram de cena projetos
relevantes que poderiam ser uma sinergia, uma simbiose na progressão social, e
nos campos do conhecimento científico e cultural. Na sombra de antigos “líderes”,
que surgem no balcão de estranhas negociatas partidárias para 2018, os marqueteiros
continuam a bolar planos mirabolantes, sem que haja qualquer vínculo com as
demandas reais e compromissadas com algo relevante; criam, engenhosamente,
apenas vozes sem significados, sem mentes dispostas a fazer as verdadeiras mudanças.
É um mundo de selfs sem conteúdo de causa. Tudo não passa de ilusões de
imagens. Na sua maioria desfocada dos enredos do século XXI.
sábado, 22 de abril de 2017
Paradoxo pós-modernista
Toda
a configuração do rito pós-modernista, com suas percepções estéticas na
literatura, na arquitetura e nas artes plásticas, segue um padrão estritamente
comercial sem quaisquer vínculos com os ideais iluministas criados no século
XVIII.
Acredito,
e não há dúvida nisto, que esse foi um dos períodos mais interessantes da
humanidade. Essa época se torna o principal vetor de processos estritamente
racionalistas (na matemática, na filosofia e na ciência), que definitivamente
ampliaram a nossa visão de mundo.
Passados
dois séculos após Voltaire (1694-1778) escrever “Cândido,
ou O Otimismo”, que eu li quando tinha dezesseis anos de idade, a
sensação que tenho é que estamos presos numa grande rede de anomalias projetada
por uma “indústria cultural”, completamente instrumentalizada para satisfazer a
massa com pequenas futilidades tecnológicas, religiosas, artísticas, econômicas,
midiáticas e políticas. Muito óbvio, não? Sim! Bastante...
Assistimos
o declínio de grandes potências mentais transformadoras. Definitivamente o
mundo ficou muito pequeno. No momento temos uma poderosa máquina burocrática
disposta a anular valores humanos, ambientais e culturais, semelhante as que
eram usadas antes do iluminismo. A idade média, com suas justificativas cristãs
ao eliminar o inimigo de Cristo, gerou uma estúpida carnificina e deu brechas
para o surgimento de muitas doenças e preconceitos. Nada mais que isto! Eis a
origem dos nossos problemas.
Se
retornarmos ao século XIX, quando houve uma independência do sujeito, uma
autonomia capitalista do seu uso, havia ali, naquele momento histórico, o
início de forças produtivas voltadas para um crescimento contínuo e racional.
Aí entra o século XX, e tudo começa a dar errado quando surge a Primeira Guerra
Mundial (1914-1918) e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Uma dívida que
ainda assombrará a vida de muitas gerações futuras.
Voltando
ao tema sobre o paradoxo pós-modernista, poderemos encontrar em Jean
Baudrillard (1929-2007), Jacques Derrida (1930-2004), Michel Foucault
(1926-1984), Luce Irigaray, 86, e Jean-François Lyotard (1924-1998) referências
bibliográficas interessantes que dão substâncias e nos leva a refletir sobre a
significação do termo pós-moderno e sua real exatidão conceitual.
No
magnífico ensaio “A condição pós-moderna”, Lyotard apresenta uma teoria que
destaca o colapso das grandes narrativas (incluindo aí o marxismo) e sua
substituição pelas pequenas narrativas, dando espaço para a tecnologia que nos
últimos anos transformaram nossas ideias sobre o que constitui o conhecimento. A
pergunta que faço é: “Será um poder concentrado ou distribuído para toda a
sociedade?”
Para
que as coisas possam funcionar, tudo dependerá das mentes que estarão por trás
desse novo complexo tecnológico. Mesmo com todas as novidades do mundo
contemporâneo, com suas projeções científicas, ainda tenho muitas dúvidas sobre
a sua eficácia ontológica. Creio que o monopólio continuará, com o seu círculo
viciante, a dar suas cartas neste cenário global.
Mas
encontro nas teorias de Adorno (1903-1969), principalmente no livro “A dialética
do esclarecimento”, referências para fazer analogias históricas sobre a nossa
condição humana e refletir sobre o valor da cultura como antítese, contra os modelos
maximizados construídos pela indústria do cinema, pela internet e pela
propaganda.
No
presente, o conhecimento ainda se fecha em falsos mecanismos de domínio administrados
por “especialistas”, que estão muito aquém na construção de uma civilização
grandiosa. Do contrário, poderíamos estar aptos a seguir em frente, de
questionar, de melhorar nosso campo mental em estruturas mais ativas e perenes.
Vejo
que a única opção sustentável é fortalecer a educação e democratizar a
informação científica, tendo como referência muitas situações interessantes
ocorridas no passado, com suas mentes geniais. Friso que não podemos deixar a
história em segundo plano. Ela é tão importante como as dinâmicas das novas
descobertas nos campos da biologia, da química, da física e da matemática.
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
3% é pura bizarrice
Eu vi o trailer 3%, nova série da Netflix, produzida no Brasil. Pelo que notei, a climatização futurista pós apocalíptica, lembra (na sua falta de conteúdo) a novela "Malhação", da Rede Globo. Sem noção.
Aldous Huxley, no seu Admirável Mundo Novo, é mais interessante e profundo; ou Daniel Quinn, com as suas obras Além da Civilização e Ismael.
Há também a valiosa literatura ficcional de William Gibson, Neuromancer; e Haruki Murakami, 1Q84; as belas reflexões de Slavoj Zizek no seu livro, Vivendo no Fim dos Tempos; e os textos de Umberto Eco, de Jean-Claude Carrière, Jean Delumeau ou Stephen Jay Gould (no livro Entrevistas sobre o fim dos tempos).
Grandes mentes brasileiras, como a do filósofo Bento Prado Junior, já dizia: "Não precisamos da metafísica de vocês (européia ou norte americana), pois já temos a nossa".
Os roteiristas do 3% desenvolvem um raciocínio enfadonho, lateral, de uma questão que poderia ser mais trabalhada, e preguiçosamente fazem uma cópia dos clichês hollywoodianos, esquecendo da nossa própria metafísica ameríndia e o que ela poderia contribuir na construção da narrativa.
Outros brasileiros como Eduardo Viveiros de Castro e Fernando Fernandes, que apresentam uma obra densa e extremamente interessante sobre questões antropológicas e biológicas, mostram com potencial inteligência, outras questões que são necessárias para compreendermos determinados assuntos ambientais, que poderiam servir de referência para um público viciado em cultura Pop, que faz da televisão um meio para adquirir conhecimento.
Tudo isso passa distante do tema apresentado pelos produtores do 3%, que parecem ter a presunção, a concepção conceitual, de apresentar algo novo. Só mentem.
A série é falha, superficial, e extremante mecanicista na elaboração de uma ficção científica extremamente melodramática. Faltou um olhar nas belas teorias de Niels Bohr e Charles Darwin.
3% é pura bizarrice.
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Uma história sem fim
Flash-back: O que Luiz inácio Lula da Silva e o seu fiel escudeiro sandumonense Luiz Dulci faziam em julho de 2005? Eles, de fato, estavam arquitetando projetos significativos para o Brasil?
Recentemente, em seu artigo "Voto Consciente", censurado pelo jornal Zero Hora, Olavo de Carvalho descreve, com precisão, o que os dois "mocinhos" faziam nesta ocasião.
Dulci e Lula, que são mestres para fazerem cara de paisagem, se reuniam com representantes do MIR no XXII Encontro do Foro de São Paulo, na Fundação Perseu Abramo, com uma conversa que passa longe de uma ampla coalizão democrática. Não estavam ali para articularem novas dinâmicas regionais. Pelo contrário.
Assim como o seu orientador intelectual, de falas machadianas, o ex-presidente se aproveitou das facilidades do dinheiro público, para se reunir com grupos políticos, cujas pretensões ideológicas estão distantes de uma sociedade comprometida com o estado de direito. Em outras palavras, eles se preocupavam em formalizar estratagemas geopolíticos autoritários.
E tem mais. O texto surpreende ao apresentar o lado B dessa história, pouco contada pela mídia convencional, ao lançar algumas questões umbertianas, como esta: "A realidade se transformou num reflexo de jogos semióticos sem sentido?".
Carvalho diz que o filho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, terá um excepcional controle cibernético no Brasil através do software “Narus Insight Discover Suite”, que tem capacidade para ler nossos e-mails, vasculhar nossas contas bancárias e ouvir nossas conversas no Skype. A fonte dessa brincadeirinha está nos EUA.
Você, por acaso, saberia me dizer quem foi o emissário diplomático (ministro de Lula naquele período) a realizar tal proeza junto a essa nova gangue planetária? A chamada gangue das telecomunicações, que já começar a colocar em prática novos projetos de empreendedorismo estatal, com apoio de figurões do mundo privado. Diga-se de passagem, invisíveis.
Essa minha conversa está quase idêntica a literatura dos heróis criados por Stan Lee. Outra pergunta, alguém poderia me passar os nomes dos conselheiros da super poderosa farmacêutica e química Bayer? Essa empresa patrocinou, com dinheiro, a campanha que ajudou a nomear Adolf Hitler chanceler.
Se tiverem os nomes deles me avise. Ficção? Você acha? Veja quem, no presente, está sentado em umas das cadeiras do conselho da concessionária de serviços de telecomunicações OI? Essa turma de acionistas, que vive escondida por aí, vai começar a fazer muito barulho no futuro.
Não é coisa pequena. É muito poder nesse assimétrico monopólio, de variados nomes e marcas (concentrados nas mãos de super executivos que orientam chefes de estados). Essas ações financeiras, não são derrotadas facilmente na ONU. Mas, seja lá o que for, há uma teia poderosa por trás disso que, acreditem, foi turbinada pelo pai de Fábio, que na época era presidente, e, sobretudo já começava a prever grandes tempestades pela frente. Para isso construiu um sistema de fuga, um contra ataque, uma guerrilha cibernética.
Logicamente essa guerra não terá heróis conectados com as estruturas mentais avançadas de Joseph Campbell. Será uma batalha sem significados legítimos, muito aquém de uma visão científica mais apurada.
Aposto que neste momento, no grande cassino de alegorias matrixianas, José Serra, Daniel Dantas, Verônica Serra e Verônica Dantas, estão com seus brinquedos tecnológicos, micro drones, ligados para saberem se essa engenhosidade funcionará mesmo; afinal, de contas, eles não querem ficar por fora desta "sofisticada" tecnologia, principalmente quando ela poderá ser gerenciada (definitivamente) por seus "algozes" capitalistas, mascarados de trotskistas, de maoistas, de stalinistas e de gramscianos.
Já Michel Temer, e os seus leais servidores, na outra fase da moeda, devem estar vagando por mundos primitivos. Eles são mais selvagens e com uma leitura macro bem definida. Diferente do PSDB, por exemplo, que ganha aparência Alckminista, com disposições para enveredar pelas trilhas de Mary Shelley, com o seu novo Frankenstein.
Voltando ao PMDB. a cadeia alimentar desta mantilha é complexa e perigosa. Semelhantes a Caliban, personagem criado por William Shakespeare da peça "A Tempestade", os peemedebistas rascunham nas entranhas obscuras do poder, uma maneira para continuarem no seu canabalismo predatório, sem serem incomodados, fazendo vista grossa para os movimentos do filho de Lula.
Como se fosse um asceta de Vladimir Putin, presidente da Rússia, que mira suas forças psicologizantes nos processos "delirantes" da espionagem, para ter absoluto controle do fluxo de informações domésticas, forenses, econômicas e políticas, o descendente direto de Lula parece seguir a mesma cartilha do novo czar pós-modernista.
Ele quer ter as senhas que movem a engrenagem dessa nova fase da cultura globalizada, hibrida, e certamente tingida pelas cores construídas pelo filósofo e marxista Antonio Negri, que diz acreditar numa grande transformação vinda através dos negócios digitais e biotecnológicos. Pelo que se nota, a turma do sindicato não é boba. Ele apenas se camufla.
E que entre outras tratativas, o garoto Fábio Luís Lula está mais vivo do que aparece nas imagens mediáticas. Segundo o jornalista, o herdeiro do ex-presidente, do jeito que as coisas caminham, será dono de um espaço considerável de determinados mecanismos econômicos.
Serão outros tempos. Novas demandas e novos enredos.
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