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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Somos frágeis

 

 




Existe algum segredo guardado a sete chaves por traz da existência? Creio que não!!! Não há sobrenatural, fantasmas, espíritos, deuses, anjos, inferno, céu ou outras idiossincrasias criadas pelo homem que esclareça a funcionalidade real da existência. Tudo não passa de estruturas imaginárias que se alimentam de carências afetivas, de fragilidades mentais e de distorções conceituais.

O que temos é um cenário que, na sua vasta extensão cósmica, segue frenético e inatingível nos seus múltiplos efeitos estéticos, sem prestar muita atenção no precário mundo humano e nas suas insuficiências de linguagem como diria Wittgenstein. Não somos capazes de influir em qualquer mudança. Estamos presos e acorrentados em um sistema sensorial danificado e corruptível. Tanto no emocional quanto nas relações coletivas o que presenciamos são alucinações conflitantes, aberrações surgidas da incapacidade de construirmos uma civilização autêntica.

O formato que temos é medíocre. O modelo científico e educacional é uma farsa. Os países considerados como potências econômicas impõem com rigor militar o funcionamento do planeta. As questões de soberania nacional não existem. O que temos são representações de comandos bélicos dominantes voltados para interesses nada poéticos. O romantismo de uma esquerda surgida entres os séculos 19 e 20 fracassaram.

No momento vivenciamos o surgimento de uma delicada operação dos donos do império que definem como muita precisão o controle dos recursos naturais. São empresas transnacionais que atuam longe dos holofotes da mídia e usam as estruturas governamentais e não governamentais para esboçarem os seus arranjos. Perverso? Claro que sim!

Enquanto isto flui em ritmo galopante pelos quatro quantos do planeta, assistimos indefesos grandes corporações adquirindo o controle da água no Brasil. Constituição? Poder Judiciário? Congresso Nacional? Mídia convencional? Servem para quê? Para nada!! É uma ficção acharmos que estamos amparados pela lei e por vozes do além. Falta-nos o equilíbrio de compreendermos qual é a importância do conhecimento estético em nossas vidas. Digamos... Um pensamento mais profundo ensinado por Maurice Merleau-Ponty, sobre o sentido da observação. Bem, aí é uma outra história.

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