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domingo, 16 de novembro de 2014

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Imagem de Oswaldo Goeldi 

 O capitalismo está em desconstrução? Estamos às portas de um longo espectro autoritário global? Uma pequena parcela da humanidade continuará a comandar os processos econômicos no mundo? Bem... São questões que nos fazem pensar se a representatividade governamental tem algum valor neste estranho cenário.

Na opinião do sociólogo alemão Wolfgang Streeck, diretor do Instituto Max Planck para o Estudo das Sociedades, vivemos em um grande dilema se o capitalismo terá o seu fim ou se manterá como está, aberto para as alucinantes ideias de uma conjuntura neoliberal?

“Mais do que em qualquer momento desde o fim da Segunda Guerra Mundial, há hoje em dia um sentimento generalizado de que o capitalismo está em estado crítico”, escreveu Streeck para a revista New Left Review, artigo também publicado pela revista Piauí.

Neste emaranhado e perverso enredo, o que podemos esperar desses modelos tecnocráticos? Creio que nada!!! Numa linha Nietzschiana de que deus está morto, também sinto que definitivamente todas as ideologias foram enterradas. Para sempre!!!

Sem luz no fundo do túnel? Não serei tão pessimista. O que eu disse até agora é que os modelos acima apresentados se encerram por absoluta falta de consistência. No momento prefiro o raciocínio do professor de Sociologia na Sorbonne, Michel Maffesoli, diretor do Centro de Estudos sobre o Imaginário. “Nossa época vive uma mudança de paradigma, de mudança de sistema de valores”, disse ele em entrevista ao jornal O Globo, dia 8/11.

Com a chegada do Natal e Final de Ano há uma total preguiça para se praticar qualquer mudança. Somente em 2015, depois do Carnaval, vivenciaremos as insatisfações populares brotarem vivas pelas redes sociais e pelas ruas. Veremos o que irá acontecer... Mas no geral, tudo não passa de esboços programados por setores políticos. Simulacros de ações criados com falsas ideias de resistência. Sinto falta da releitura de Michel Foucault.

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